Você já sentiu que passou do tempo de tentar algo novo? Que talvez “agora não dá mais”?
Talvez você não diga isso com todas as letras. Mas sente o peso. A comparação. Aquela ideia de que deveria ter feito “lá atrás”… e agora seria tarde demais.
Ultimamente Dona Tânia tem feito muita gente repensar esse conceito de tempo. Ela tem 78 anos. É potiguar, artesã, artista. E é indubitavelmente uma das estrelas de um dos filmes mais comentados do ano, “O Agente Secreto”.
Um grande papel no cinema. Talvez o primeiro grande reconhecimento. Aos 78. E quando perguntaram o que ela queria agora, ela respondeu sem romantizar, sem floreio:
“Quero fazer muitos filmes. Quero ganhar dinheiro.”
Não é sobre fama tardia. É sobre desejo que permanece. Desejo de construir. De ser vista. De começar algo que ainda não começou.
A frase dela que mais me marcou foi essa: “Idade é o que você quer. Se você quer ser velha, fica velha. Eu não sou velha, eu trabalho!”
Quantas vezes a gente engaveta um sonho por achar que “não é mais hora”? Quantas vezes nem tentamos porque nos disseram que há um tempo certo para tudo e que o nosso já passou?
A verdade é que isso está por toda parte. Mas afeta especialmente as mulheres. Porque desde cedo dizem pra gente que a juventude é o auge. Que depois é só ladeira abaixo. Que é cedo demais pra muita coisa… e tarde demais pra tantas outras.
Mas eu acredito no contrário. Acredito que toda mulher pode criar uma nova vida em qualquer fase dela. Acredito que nossa história não é um calendário que vai se esvaziando com o tempo. É uma construção. Um recomeço possível, sempre.
Você não precisa começar cedo. Você precisa começar inteira.
E inteira é como a gente se sente quando honra os próprios desejos e não os prazos que criaram pra gente. Se você sente que está redescobrindo o que quer… que ainda tem muito pra criar… que está só começando (mesmo depois de tanta coisa)…
Você não está sozinha.
E talvez a sua nova história comece com um primeiro passo.
Só seu.
Cuide-se bem,
Cristina.🌿


